"Uma sala refrigerada na sede do Clube dos 13, na Avenida 24 de Outubro, próximo a Goethe, na Capital, recebeu na tarde abafada de quarta-feira um punhado de gremistas históricos. De um lado, os ex-presidentes Fábio Koff, Luiz Carlos Silveira Martins e o atual presidente do Conselho, Raul Régis de Freitas Lima. Do outro, o convidado, Duda Kroeff, atual presidente.
Durante quase três horas, entre goles de bom café e água mineral, numa conversa séria, porém amistosa, Duda, que só conseguiu a eleição, em 2008, graças ao apoio do trio histórico, foi questionado sobre os pífios resultados do clube nos últimos 11 meses. Duda ouviu, falou, rebateu críticas, ponderou e falou dos seus planos para 2010. Saiu da conversa renovado.
O encontro mostra que Koff, que teve a ideia da reunião, Cacalo e Raul Régis continuam ao lado de Duda. Novos encontros iguais podem ser agendados."(LUIZ ZINI PIRES, Zero Hora 06 de novembro de 2009)
"Da coluna de ontem: "Local: rua Mostardeiro, 366. Bairro Independência. É ali que os dirigentes do Grêmio vão quando o time ou as finanças estão em apuros. Estamos falando da nova sede do Clube dos 13, que antes ficava na Florêncio Ygartua. Nesta semana, o todo-poderoso do Clube dos 13 e eterna eminência gremista, Fábio Koff, teria recebido a visita de dirigentes ilustres. Na pauta, possíveis mudanças".
Nessa reunião teria sido debatida a saída de Meira. Duda Kroeff manteve-se relutante o tempo todo. Diante da insistência na troca do comandante do futebol, rendeu-se e teria (sempre no condicional) feito a seguinte frase: "Está bem, aceito, desde que o Cacalo assuma". Cacalo estava presente e escudou-se no fato de atuar como jornalista para recusar a intimação presidencial.
A saída de Meira é toda como certa nos bastidores. A articulação para o seu afastamento não conta com o apoio de Kroeff, que será pressionado a mudar o comando quando surgir um substituto de consenso. Os conselheiros que já se candidataram ao cargo foram rejeitados." (Hiltor Mombach, Correio do Povo, 7 de novembro de 2009)
Duas questões preliminares:
1) Se o tema tratado era a administração do Grêmio, tal reunião não deveria ter sido realizada no Estádio Olímpico? Não seria isso que exige o protocolo? Ou é Maomé e a montanha? Até mesmo para não confundir as coisas, e não passar uma idéia errada para os demais integrantes do Clube dos Treze. Afinal, a conversar era com um ex-presidente do Grêmio ou com o atual presidente do C13?
2) O assunto não era de economia interna do Grêmio? Como é que tem tanto jornalista sabendo o que foi discutido? Ou estão chutando?
Pode parecer besteira, excesso de formalidade, mas ao ler tais notícias fiquei com essas dúvidas na cabeça. Independente disso, acho válida a intervenção de Koff (se foi isso que efetivamente aconteceu). Aliás, é isso que boa parte da torcida cobra desde a última eleição, um Fábio Koff mais presente na vida do Grêmio.
Ainda, se Duda foi até a sede do Clube dos Treze, poderia aproveitar a oportunidade para defender os interesses do Grêmio na entidade. Um deles, é algo que revolta a mim e muitos outros sócios gremistas. Considero um absurdo o Grêmio receber menos da TV do que o Santos, e ficar na mesma faixa de Botafogo e Fluminense.
Tal fato anda incomodando também os clubes mineiros, que tomaram a dianteira (veja coluna de PVC abaixo)
Não seria o caso de Duda Kroeff se somar a Perrella e Kalil nas reivindicações? Ainda mais quando são várias as notícias de união entre os clube do eixo?
Durante quase três horas, entre goles de bom café e água mineral, numa conversa séria, porém amistosa, Duda, que só conseguiu a eleição, em 2008, graças ao apoio do trio histórico, foi questionado sobre os pífios resultados do clube nos últimos 11 meses. Duda ouviu, falou, rebateu críticas, ponderou e falou dos seus planos para 2010. Saiu da conversa renovado.
O encontro mostra que Koff, que teve a ideia da reunião, Cacalo e Raul Régis continuam ao lado de Duda. Novos encontros iguais podem ser agendados."(LUIZ ZINI PIRES, Zero Hora 06 de novembro de 2009)
"Da coluna de ontem: "Local: rua Mostardeiro, 366. Bairro Independência. É ali que os dirigentes do Grêmio vão quando o time ou as finanças estão em apuros. Estamos falando da nova sede do Clube dos 13, que antes ficava na Florêncio Ygartua. Nesta semana, o todo-poderoso do Clube dos 13 e eterna eminência gremista, Fábio Koff, teria recebido a visita de dirigentes ilustres. Na pauta, possíveis mudanças".
Nessa reunião teria sido debatida a saída de Meira. Duda Kroeff manteve-se relutante o tempo todo. Diante da insistência na troca do comandante do futebol, rendeu-se e teria (sempre no condicional) feito a seguinte frase: "Está bem, aceito, desde que o Cacalo assuma". Cacalo estava presente e escudou-se no fato de atuar como jornalista para recusar a intimação presidencial.
A saída de Meira é toda como certa nos bastidores. A articulação para o seu afastamento não conta com o apoio de Kroeff, que será pressionado a mudar o comando quando surgir um substituto de consenso. Os conselheiros que já se candidataram ao cargo foram rejeitados." (Hiltor Mombach, Correio do Povo, 7 de novembro de 2009)
Duas questões preliminares:
1) Se o tema tratado era a administração do Grêmio, tal reunião não deveria ter sido realizada no Estádio Olímpico? Não seria isso que exige o protocolo? Ou é Maomé e a montanha? Até mesmo para não confundir as coisas, e não passar uma idéia errada para os demais integrantes do Clube dos Treze. Afinal, a conversar era com um ex-presidente do Grêmio ou com o atual presidente do C13?
2) O assunto não era de economia interna do Grêmio? Como é que tem tanto jornalista sabendo o que foi discutido? Ou estão chutando?
Pode parecer besteira, excesso de formalidade, mas ao ler tais notícias fiquei com essas dúvidas na cabeça. Independente disso, acho válida a intervenção de Koff (se foi isso que efetivamente aconteceu). Aliás, é isso que boa parte da torcida cobra desde a última eleição, um Fábio Koff mais presente na vida do Grêmio.
Ainda, se Duda foi até a sede do Clube dos Treze, poderia aproveitar a oportunidade para defender os interesses do Grêmio na entidade. Um deles, é algo que revolta a mim e muitos outros sócios gremistas. Considero um absurdo o Grêmio receber menos da TV do que o Santos, e ficar na mesma faixa de Botafogo e Fluminense.
Tal fato anda incomodando também os clubes mineiros, que tomaram a dianteira (veja coluna de PVC abaixo)
Não seria o caso de Duda Kroeff se somar a Perrella e Kalil nas reivindicações? Ainda mais quando são várias as notícias de união entre os clube do eixo?
"INCONFIDÊNCIA MINEIRA
Com base nos números do pay-per-view, Atlético-MG e Cruzeiro reivindicarão fatia maior na divisão da cota de TV
O CAMPEONATO mais equilibrado do mundo pode ganhar um concorrente a mais nas próximas rodadas. Se vencer o Fluminense, hoje, e o Sport, no Recife, o Cruzeiro terá chance de fechar a 34ª rodada a dois pontos da ponta. É o sexto concorrente a um título que nunca teve tantos candidatos.
Incrível: os países que mais vendem craques são os de disputa mais acirrada. No ano passado, o Alemão terminou com três postulantes à taça na última rodada. O Francês fechou com equilíbrio entre Bordeaux, Lyon e Olympique de Marselha, o Argentino teve um triangular para desempatar Boca Juniors, San Lorenzo e Tigre. O matemático Tristão Garcia calcula em 22% a chance de o Brasileirão chegar ao último dia com três clubes lutando pelo troféu.
Tudo isso reforça a ideia de que nenhum outro país tem tantos clubes grandes. Mas, em Minas Gerais, dois desses candidatos apontam para um número capaz de desequilibrar tudo isso: R$ 15 milhões. Essa é a diferença estimada entre o que hoje arrecadam Flamengo, Palmeiras, Corinthians, São Paulo e Vasco, com as transmissões de seus jogos no Brasileirão, e o que recebem Inter, Grêmio, Atlético-MG e Cruzeiro.
"Eu estou na comissão formada pelo Clube dos 13 para estudar a divisão do dinheiro da televisão, e temos de mudar essa situação. Ano que vem, o bicho vai pegar", anuncia o presidente do Atlético, Alexandre Kalil. "Essa diferença financeira vai causar desequilíbrio técnico em breve", diz Zezé Perrella, do Cruzeiro.
O ingrediente novo dessa tentativa de mudar a distribuição do dinheiro é a pesquisa realizada para dividir as cotas provenientes do pay-per-view. Os números aferidos pelo Clube dos 13 indicaram que Cruzeiro e Atlético detêm 15% dos pacotes vendidos. O Santos tem 1,2%. Cruzeiro, Atlético-MG, Inter e Grêmio representam mais telespectadores no pay-per-view do que Vasco, Fluminense e Botafogo. "Com todo o respeito, não podemos ganhar menos do que eles", diz Zezé Perrella.
Você vai ponderar que os dirigentes mineiros não querem exatamente a igualdade, já que pretendem ganhar mais do que os cariocas, à exceção do Flamengo. Digamos que esta inconfidência mineira não carrega os princípios de liberdade, igualdade e fraternidade. Não é uma Revolução Francesa, mas uma pequena insurreição que, se confirmada, cria um debate importante.
O fortalecimento do Brasileirão diminui a chance de os grandes clubes do país continuarem sendo 12, os tradicionais gigantes criados em cem anos de Estaduais em SP, MG, RJ e RS. Um novo grupo de elite, mais restrito, pode ter os seis que hoje sonham com o título e incluir o Corinthians...
Por outro lado, o São Paulo pode ser tetracampeão, tornar-se clube hegemônico, mesmo num torneio tão equilibrado. O ano também pode terminar com título do Palmeiras, o sétimo consecutivo dos paulistas.
A discussão começa agora, mas só será concreta em 2011, quando termina o contrato atual de televisão. Até lá, você se delicia com o campeonato mais empolgante da história e torce para que o craque do seu time seja o fator de desequilíbrio. Mas lembre-se de que nos próximos anos o desequilíbrio pode ser causado por outro fator: a grana. (PAULO VINICIUS COELHO, pvc@uol.com.br, Folha de São Paulo, domingo, 01 de novembro de 2009)
Com base nos números do pay-per-view, Atlético-MG e Cruzeiro reivindicarão fatia maior na divisão da cota de TV
O CAMPEONATO mais equilibrado do mundo pode ganhar um concorrente a mais nas próximas rodadas. Se vencer o Fluminense, hoje, e o Sport, no Recife, o Cruzeiro terá chance de fechar a 34ª rodada a dois pontos da ponta. É o sexto concorrente a um título que nunca teve tantos candidatos.
Incrível: os países que mais vendem craques são os de disputa mais acirrada. No ano passado, o Alemão terminou com três postulantes à taça na última rodada. O Francês fechou com equilíbrio entre Bordeaux, Lyon e Olympique de Marselha, o Argentino teve um triangular para desempatar Boca Juniors, San Lorenzo e Tigre. O matemático Tristão Garcia calcula em 22% a chance de o Brasileirão chegar ao último dia com três clubes lutando pelo troféu.
Tudo isso reforça a ideia de que nenhum outro país tem tantos clubes grandes. Mas, em Minas Gerais, dois desses candidatos apontam para um número capaz de desequilibrar tudo isso: R$ 15 milhões. Essa é a diferença estimada entre o que hoje arrecadam Flamengo, Palmeiras, Corinthians, São Paulo e Vasco, com as transmissões de seus jogos no Brasileirão, e o que recebem Inter, Grêmio, Atlético-MG e Cruzeiro.
"Eu estou na comissão formada pelo Clube dos 13 para estudar a divisão do dinheiro da televisão, e temos de mudar essa situação. Ano que vem, o bicho vai pegar", anuncia o presidente do Atlético, Alexandre Kalil. "Essa diferença financeira vai causar desequilíbrio técnico em breve", diz Zezé Perrella, do Cruzeiro.
O ingrediente novo dessa tentativa de mudar a distribuição do dinheiro é a pesquisa realizada para dividir as cotas provenientes do pay-per-view. Os números aferidos pelo Clube dos 13 indicaram que Cruzeiro e Atlético detêm 15% dos pacotes vendidos. O Santos tem 1,2%. Cruzeiro, Atlético-MG, Inter e Grêmio representam mais telespectadores no pay-per-view do que Vasco, Fluminense e Botafogo. "Com todo o respeito, não podemos ganhar menos do que eles", diz Zezé Perrella.
Você vai ponderar que os dirigentes mineiros não querem exatamente a igualdade, já que pretendem ganhar mais do que os cariocas, à exceção do Flamengo. Digamos que esta inconfidência mineira não carrega os princípios de liberdade, igualdade e fraternidade. Não é uma Revolução Francesa, mas uma pequena insurreição que, se confirmada, cria um debate importante.
O fortalecimento do Brasileirão diminui a chance de os grandes clubes do país continuarem sendo 12, os tradicionais gigantes criados em cem anos de Estaduais em SP, MG, RJ e RS. Um novo grupo de elite, mais restrito, pode ter os seis que hoje sonham com o título e incluir o Corinthians...
Por outro lado, o São Paulo pode ser tetracampeão, tornar-se clube hegemônico, mesmo num torneio tão equilibrado. O ano também pode terminar com título do Palmeiras, o sétimo consecutivo dos paulistas.
A discussão começa agora, mas só será concreta em 2011, quando termina o contrato atual de televisão. Até lá, você se delicia com o campeonato mais empolgante da história e torce para que o craque do seu time seja o fator de desequilíbrio. Mas lembre-se de que nos próximos anos o desequilíbrio pode ser causado por outro fator: a grana. (PAULO VINICIUS COELHO, pvc@uol.com.br, Folha de São Paulo, domingo, 01 de novembro de 2009)
Comercialização de Pay-per-view – Clubes Brasileiros (%)
| 2009 | 2008 | |||
| Flamengo | 12,6% | Flamengo | 13,8% | |
| Corinthians | 11,8% | Corinthians | 9,7% | |
| Palmeiras | 8,9% | São Paulo | 9,2% | |
| São Paulo | 8,0% | Palmeiras | 8,2% | |
| Internacional | 8,0% | Grêmio | 8,1% | |
| Grêmio | 7,7% | Internacional | 6,8% | |
| Atlético-MG | 7,0% | Cruzeiro | 6,5% | |
| Fluminense | 5,8% | Vasco | 6,5% | |
| Cruzeiro | 5,7% | Atlético-MG | 5,9% | |
| Botafogo | 4,9% | Fluminense | 5,5% |
(http://www.futebolfinance.com/vendas-de-pay-per-view-dos-clubes-brasileiros)





